sábado, 30 de outubro de 2010

ANDREA CHÉNIER

Uma obra de Umberto Giordano, baseada na vida do poeta francês André Chénier (1762 - 1794), que foi executado durante a Revolução Francesa, a ópera retrata o movimento que é considerado como o marco que deu início à Idade Contemporânea.

Além de abolir a escravidão e os direitos feudais, a Revolução proclamou os princípios universais de liberdade, igualdade e fraternidade (Liberté, Egalité, Fraternité), difundidos por Jean-Jacques Rousseau. Com a Revolução, a França atravessou um longo período de convulsões políticas, passando por várias repúblicas, uma ditadura, uma monarquia constitucional e dois impérios.

A obra é composta de quatro atos e tem libreto de Luigi Illica. A primeira apresentação da ópera, que trabalha de maneira quase inseparável música e texto, aconteceu no Teatro Scala, de Milão, em 1896. A música de Giordano acompanha cada passo da história, e faz com que os solistas se destaquem em diversos momentos ao longo do espetáculo. Andrea Chénier é considerada uma ópera para tenores, e entre os nomes que já interpretaram a ópera estão Maria Callas, Plácido Domingo, Renatta Scotto, Luciano Pavarotti, Carlo Bergonzi e Mario del Mônaco.
Na ópera, Andrea Chénier é um poeta popular que frequentava as altas rodas da elite francesa. Durante uma dessas festas, ele declama sobre a miséria e o sofrimento dos cidadãos comuns, criticando e ofendendo a maioria dos nobres presentes, com exceção da jovem Maddalena - por quem Chénier se apaixona. Após essa apresentação, Andrea é convidado a unir-se, de fato, ao movimento revolucionário e torna-se um homem procurado pelas tropas que defendiam o cruel Robespierre.
Aconselhado a fugir do País, o poeta se nega a partir sem Maddalena, que abandona a família para unir-se a seu amado e à Revolução. A partir daí, desenrola-se uma história de intensas lutas, perseguições e paixões, que culmina na execução do personagem-título. Andrea e Maddalena encontram, na morte, o seu caminho para a liberdade.









Palácio das Artes - Outubro/10


Ficha técnica:
Direção musical e regência: Luiz Fernando Malheiro
Direção de cena: André Heller-Lopes
Cenários: Renato Theobaldo
Figurinos: Fábio Namatame
Iluminação: Fábio Rette
Coreografia: Cristiana Menezes
Caracterização e Maquiagem: Anderson Bueno
Solistas:
Martin Muehle e Eric Herrero (Andrea Chénier)
Edna d’Oliveira e Janette Dornellas (Maddalena)
Lício Bruno e Rodolfo Giugliani (Gerard)
Rita Medeiros (Bersi)
Luciana Monteiro (Condessa de Coigny)
Igor Vieira (Mathieu / Fleville)
Flavio Leite (Incredibile / Abade)
Ruth Staerck (Madelon)
Cristiano Rocha e Murilo Neves (Roucher)
Franklin Castilho (Fouquier Tinville)
Sergio Cunha (Mordomo / Dumas / Carcereiro).
Com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e o Coral Lírico de Minas Gerais

Textos:
www.fcs.mg.gov.br Imagens: Marcela Moreirah