quinta-feira, 5 de maio de 2011

NABUCCO

Drama lírico em quatro atos, 2h15
Composição: 1841
Estréia: 9 de Março de 1842, La Sacala, Milão, Itália



Nabucco, o primeiro grande sucesso de Verdi, significou imediata aclamação. Ousado, aborda a história biblica dos judeus cativos na Babilônia com grande elenco de solistas e coro. E, singularmente, o trecho mais memorável, "Vá, pensiero", é um coro quase todo entoado em uníssomo. Mas também há na ópera belas árias de soprano, tenor e baixo, assim como um admirável dueto em que Abigaille e Nacucco disputam o poder.


PAPÉIS PRINCIPAIS

Nabucco barítono
Rei da Babilônia

Abigaille soprano
Ex-escrava que julga ser a filha de Nabucco

Fenena soprano
Filha de Nabucco

Ismaele tenor
Sobrinho do rei de Jerusalém

Zaccaria baixo
Grão-sacertote de Jerusalém

Grão-sacerdote da Babilônia baixo



SINOPSE
Jerusalém e Babilônia, no séc. VI a. C.


Ato I - Jerusalém

Nabocco, rei da Babilônia, avança sobre Jerusalém, onde sua filha Fenena foi feita refém. Zaccaria, o grão-sacerdote, deixa-a com Ismaele, secreto amante judeu dela. Abigaille, a outra filha de Nabucco, propõe poupar os judeus se Ismaele corresponder ao seu amor, mas ele a rejeita. Quando Nabucco chega, Ismaele salva Fenena do punhal de Zaccaria, mas o templo é destruído.


Ato II - O Cético

Na Babilônia, Abigaille descobre que nasceu escrava. Julgando Nabucco morto, a população implora a Abigaille que assuma o poder. Quando Zaccaria anuncia a conversão de Fenena ao judaísmo, Nabucco retorna, proclamando-se deus, mas é atingido por um raio.


Ato III - A Profecia

Nabucco denuncia Abigaille como escrava, mas ela rasga o documento incriminador, e recusa o trono em troca da vida de Fenena. Às margens do Eufrates, os hebreus subjulgados entoam um lamento à pátria, enquanto Zaccaria profetiza a queda da Babilônia.


Ato IIII - O Ídolo Partido

Fenena se prepara para morrer, e Nabucco pede perdão ao deus dos hebreus, Fenena e outros hebreus estão diante do altar sacrificial quando houvem gritos de "Viva Nabucco". Nabucco destrói o falso ídolo e os liberta. Cheia de remorso Abigaille se envenena enquanto Nabucco é proclamado rei dos reis.









Curiosidade: Nabucco é mais conhecida pela melodia cadenciada de "Va, pensiero", mas os italianos também veem o coro dos escravos hebreus como alegoria de sua luta pela libertação do domínio austríaco.


Vale à pena!...

Esta produção estará sendo apresentada no Grande Teatro do Palácio das Artes no próximo mês - Junho/11.
Maiores informações em www.fcs.mg.gov.br



FONTES:

Guia Ilustrado Zahar ÓPERA
www.operajaponica.org
www.marinsky.ru
www.hardmusica.pt
www.davos.ch

segunda-feira, 25 de abril de 2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

CENTRO TÉCNICO DE PRODUÇÃO - CTP

Em quarenta anos de existência, a Fundação Clóvis Salgado é hoje responsável pelo fortalecimento de Minas Gerais como um dos mais importantes pólos de produção de espetáculos de grande porte no Brasil, sobretudo operísticos. Um triunfo que, justificadamente, em boa parte pode ser atribuído a profissionais formados ao longo de vários anos de trabalho nos ateliês e oficinas da Casa. Formação que representa uma invejável genealogia de saberes transmitidos de uns para os outros, de montagem em montagem, de obra em obra, de temporada em temporada. Artes e ofícios que, uma vez abertas as cortinas do Grande Teatro do Palácio das Artes, são entregues ao público, como um presente.


São esses saberes adquiridos a partir de uma sólida experiência nestas quatro décadas, saberes provenientes da sofisticada cadeia produtiva dos espetáculos, que a Fundação Clóvis Salgado concentra no Centro Técnico de Produção - CTP.

Desde 2006 o CTP atua sob a gestão do Instituto Cultural Sérgio Magnani, através de um termo de parceria assinado entre o Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, e o Instituto. Tendo como objetivo estender a atuação do CTP, o ICSM, com recursos captados na lei federal de incentivo à cultura, oferece cursos de capacitação e aperfeiçoamento em tecnologias do espetáculo, com oficinas e workshops de cenotecnia, adereçaria, figurino, maquiagem cênica, iluminação, entre outros.

A formação e atualização artística-profissional que o CTP oferece três grandes galpões da antiga Fábrica de Tecidos, em Marzagão-Sabará, destinados a guardar o acervo de cenários e figurinos das óperas, balés, e espetáculos teatrais produzidos pela Fundação Clóvis Salgado, preservando assim o repertório e a memória da produção de artes cênicas da Instituição.

Além de atender a demanda de produções da FCS, o CTP abre suas portas ao público para visitação, utilização dos espaços para contrução de cenários, figurinos e outras atividades de natureza artística, disponibilizando também grande parte do acervo da Fundação para locação.

O Centro Técnico de Produção está localizado à Rua do Cartório, 120 - Bairro Marzagão em Sabará, a 20min. do Centro de Belo Horizonte.




Contatos: 31 3671-7618 / 3672-9287 - centrotecnico@palaciodasartes.com.br




FONTE: www.fcs.mg.gov.br









IMAGENS: Arquivos do CTP e Marcela Moreirah

sábado, 2 de abril de 2011

OSTARA


Bolsas, sacolas, carteiras... Para você carregar!
Produção artesanal, sempre com exclusividade.





















sábado, 30 de outubro de 2010

ANDREA CHÉNIER

Uma obra de Umberto Giordano, baseada na vida do poeta francês André Chénier (1762 - 1794), que foi executado durante a Revolução Francesa, a ópera retrata o movimento que é considerado como o marco que deu início à Idade Contemporânea.

Além de abolir a escravidão e os direitos feudais, a Revolução proclamou os princípios universais de liberdade, igualdade e fraternidade (Liberté, Egalité, Fraternité), difundidos por Jean-Jacques Rousseau. Com a Revolução, a França atravessou um longo período de convulsões políticas, passando por várias repúblicas, uma ditadura, uma monarquia constitucional e dois impérios.

A obra é composta de quatro atos e tem libreto de Luigi Illica. A primeira apresentação da ópera, que trabalha de maneira quase inseparável música e texto, aconteceu no Teatro Scala, de Milão, em 1896. A música de Giordano acompanha cada passo da história, e faz com que os solistas se destaquem em diversos momentos ao longo do espetáculo. Andrea Chénier é considerada uma ópera para tenores, e entre os nomes que já interpretaram a ópera estão Maria Callas, Plácido Domingo, Renatta Scotto, Luciano Pavarotti, Carlo Bergonzi e Mario del Mônaco.
Na ópera, Andrea Chénier é um poeta popular que frequentava as altas rodas da elite francesa. Durante uma dessas festas, ele declama sobre a miséria e o sofrimento dos cidadãos comuns, criticando e ofendendo a maioria dos nobres presentes, com exceção da jovem Maddalena - por quem Chénier se apaixona. Após essa apresentação, Andrea é convidado a unir-se, de fato, ao movimento revolucionário e torna-se um homem procurado pelas tropas que defendiam o cruel Robespierre.
Aconselhado a fugir do País, o poeta se nega a partir sem Maddalena, que abandona a família para unir-se a seu amado e à Revolução. A partir daí, desenrola-se uma história de intensas lutas, perseguições e paixões, que culmina na execução do personagem-título. Andrea e Maddalena encontram, na morte, o seu caminho para a liberdade.









Palácio das Artes - Outubro/10


Ficha técnica:
Direção musical e regência: Luiz Fernando Malheiro
Direção de cena: André Heller-Lopes
Cenários: Renato Theobaldo
Figurinos: Fábio Namatame
Iluminação: Fábio Rette
Coreografia: Cristiana Menezes
Caracterização e Maquiagem: Anderson Bueno
Solistas:
Martin Muehle e Eric Herrero (Andrea Chénier)
Edna d’Oliveira e Janette Dornellas (Maddalena)
Lício Bruno e Rodolfo Giugliani (Gerard)
Rita Medeiros (Bersi)
Luciana Monteiro (Condessa de Coigny)
Igor Vieira (Mathieu / Fleville)
Flavio Leite (Incredibile / Abade)
Ruth Staerck (Madelon)
Cristiano Rocha e Murilo Neves (Roucher)
Franklin Castilho (Fouquier Tinville)
Sergio Cunha (Mordomo / Dumas / Carcereiro).
Com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e o Coral Lírico de Minas Gerais

Textos:
www.fcs.mg.gov.br Imagens: Marcela Moreirah

terça-feira, 24 de agosto de 2010

FIGURINOS

Uma viagem a tempos distantes, ou nem tanto, mas extremamente significativos para a história, para cultura de povos diversos de todo o mundo. Retratar no vestuário a personalidade, o caráter, os costumes e valores. Toda uma gama de importâncias notáveis para o espetáculo. O figurino é capaz de surpreender, emocionar, cativar, transportar o público para qualquer lugar do mundo independente de época, poder, religião... Apenas através da contemplação artística.

La Cenerentola – Rossini
(produção/ano não localizado).